Custo da Ineficiência

by Patric Dall asen
1 ano ago
565 Views

Ineficiência: falta de eficiência, sem utilidade ou inutilidade.

Palavra com forte significado que infelizmente de forma silenciosa assombra as organizações e que apesar das medidas gerencias desenvolvidas para otimizar os processos, é inevitável que não ocorram falhas. As organizações são feitas de seres humanos. Quanto mais burocrática for a empresa, menor será a probabilidade de seus processos serem concluídos no prazo previamente estabelecido e de forma objetiva.

As tecnologias trazem avanços aos processos porque permitem que os colaboradores estejam conectados, trocando informações e, consequentemente, agilizando os processos. Isso contribui para resultados ágeis e mais fáceis de se monitorar, uma vez que estão em uma plataforma e todos os dados podem ser analisados a qualquer momento. Podemos citar como exemplo as ferramentas de conversação, que permitem ao usuário uma comunicação mais rápida e eficaz.

As tecnologias que focam na otimização dos processos são extremamente úteis para vários departamentos e mesmo assim algumas empresas insistem em manter processos burocráticos que impede seu crescimento progressivo. Algumas empresas jovens e ligadas no mercado contratam profissionais com capacidades gerenciais para atribuir a eles autonomia, para agilizar os processos e reduzir tudo que é desnecessário. Se beneficiam também com a redução de gastos administrativos que os longos processos demandam. Afinal, no meio corporativo, tempo é dinheiro.

Mas sejamos críticos, A ineficiência é culpa do gestor? Uma empresa com processos burocráticos que chegam a ser cansativos e funcionários ineficientes é culpa do gestor?

Cada empresa deve ser analisada de forma individual, por isso, não se pode dizer quem está certo ou errado. A proposta é que cada gestor reflita sobre seu caso em específico. No ambiente empresarial os gestores são os influenciadores e, na maioria das vezes, a relação entre eles e os funcionários é hierárquica e distante. A partir disso a ineficiência começa a se instalar. Por outro lado, a proatividade do colaborador é colocada em questão, pois como integrante da empresa ele deve contribuir para obter maiores e melhores resultados.

O método de influência nas relações humanas nas empresas deve ser repensado. Do gerente autoritário que manda e desmanda, para o gestor que influencia pela sugestão. Essa mudança só tende a melhorar os relacionamentos internos e a imagem dos gestores, transmitindo a sensação de que o gerente está pedindo e não mandando.

Mas como reduzir as ineficiências operacionais:

  1. Atualize as etapas dos processos

As mudanças no modo em que são conduzidos os processos devem ser feitas apenas por quem conhece a fundo a real necessidade de cada uma das etapas e sabe a importância disso para a organização. Com ajuda de ferramentas é possível agilizar os processos e menos pessoas conseguem analisar os dados com rapidez, uma vez que esses dados podem ser acessados em tempo real. Assim, temos mais chances de entregar aumento de produtividade, redução de custos com funcionários, cumprimento dos prazos nas entregas e, consequentemente, uma padronização dos fluxos.

2. Tenha o organograma bem definido

Repensadas as etapas dos processos, haverá mudanças no quadro de pessoal. O objetivo é que o empreendedor tenha a seu lado profissionais que vistam a camisa da empresa e adaptem as mudanças. Pensando nisso, é preciso escolher os colaboradores que colocam os objetivos da empresa em primeiro lugar. Dessa forma, você conhece melhor seus funcionários e torna o processo mais produtivo e delega o poder de decisão.

3. Nunca esqueça das metas

As metas variam e tê-las é fundamental para continuar crescendo e aumentando os rendimentos. Acompanhar os processos em todos os estágios para estar apto a propor melhorias e mesmo com as tarefas administrativas ocupando maior parte do tempo, não perca o foco de sempre definir metas.

4. Estabeleça rotinas

É pela rotina que você conseguirá acompanhar se todas as mudanças deram certo e como sua equipe está agindo diante do novo. Revisar os processos e planejamentos, medindo resultados e identificando novos ideias de melhorias são os pontos a serem checados pelo gestor e apresentados em reuniões periódicas.

Transformar a ineficiência em eficiência é um desafio constante. Uma equipe engajada com missão, visão e valores da empresa não basta, necessitamos a sincronização entre Gestão e Operação. Planejamento adequando, atualizado e revisado não é mais artigo de luxo de grandes corporações, mais a garantia de sucesso para todas as empresas indiferente ao seu porte. A ineficiência é uma ameaça, Ganha nesse cenário quem é mais eficiente e está preparado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *